quarta-feira, 11 de maio de 2011

QUANDO FAZER UMA CIRURGIA PLÁSTICA?

Questionamento  comum nos consultórios dos cirurgiões plásticos, que precisa  uma reflexão mais profunda do que só o desejo ou seguir  tendência como se uma cirurgia fosse algo parecido com a moda.Penso que diante de tal questionamento você precisa  estar atento a três pontos importantes:DECISÃO- ESCLARECIMENTO E PLANEJAMENTO.

No primeiro ponto a questão da Decisão é o seu desejo próprio de modificar algo que te incomoda, e não porque sua amiga fez tal procedimento ou que seu companheiro ou companheira queira que você faça.Lembre-se o mais importante é você estar bem com você mesmo.


No segundo ponto o Esclarecimento vai te permitir em primeiro lugar saber se o que você está querendo é possível.É mais comum do que se possa imaginar algumas pacientes trazerem fotos de artistas. Nesses casos se o Cirurgião não for honesto as possibilidades de frustrações são grandes.
Outro esclarecimento importante é quanto aos riscos.Se você for a um Cirurgião e ele te falar que não existe nenhum risco, fuja, saia correndo pois o primeiro risco é ele próprio.Qualquer procedimento cirúrgico por menor que seja implica riscos, desde do procedimento anestésico, aos inerentes ao próprio ato em si.Para isso são feitos os exames pré operatórios para  saber se não existe anemia, se o sangue coagula normalmente e se o seu cardiologista concorda com o procedimento.
Ainda nos esclarecimentos não podemos esquecer das cicatrizes.Talvez você já tenha escutado alguém falar 'vou a um Cirurgião Plástico para não ficar cicatriz'.Isso é lenda, qualquer corte numa pessoa vai deixar uma cicatriz que dependendo de diversos fatores poderá levar a uma boa cicatrização ou não.

No terceiro ponto aparece o Planejamento que importará em quando tempo você tem para sua recuperação? E os filhos quem vai cuidar? A faculdade e o trabalho? Vou poder dirigir com quanto tempo?O orçamento me foi passado de forma clara quanto aos custos?Enfim todo o planejamento  para que você no tempo necessário tem uma excelente recuperação.
Creio que uma paciente DECIDIDA, ESCLARECIDA e com bom PLANEJAMENTO será uma paciente satisfeita e com sua auto-estima restabelecida.

sábado, 7 de maio de 2011

O SUS QUE QUEREMOS

O Sistema Único de Saúde do ponto de vista teórico é uma maravilha como uma sociedade igualitária dos sonhos dos pensadores socialistas. O primeiro grande obstáculo é exatamente por não vivermos nesta sonhada sociedade socialista.
Apesar do evidente sub financiamento do sistema, o segundo maior obstáculo do SUS é o desvio desavergonhado de seus minguados recursos pelos políticos inescrúpulosos de nosso País.
Num esforço para a defesa do descentralismo pragmático do SUS um renomado sanitarista potiguar me explanou que é mais difícil os lobistas atuarem em todos os tentáculos finais do sistema ou seja os municípios ao invés de atuaren no poder central do executivo, o MS.No meu entender a centralização também permite o controle único e a possibilidade de ação imediata desde que logicamente esse poder central tenha interesse no efetivo controle.
É sabido e notório o que de fato funcionava da Saúde no passado em nosso país. A fundação sespe, a Sucam entre outros.
Que me desculpe os sanitaristas ferrenhos defensores do modelo atual, eu defendo que o Governo Federal volte a ter uma atuação centralizada e vejo como factível uma Rede Federal de Atendimento ao Politraumatizado. O que viria a desafogar Estados e Municípios para atuarem no atendimento eletivo e principalmente o Básico.
Tal conduta se justifica pelo elevado índice da violência no transito transformando-se numa verdadeira epidemia de impacto social profundo.
Tal Rede poderia ser a extensão do vitorioso projeto do SAMU e a socialização para todo país do que já existe no Rio de Janeiro nos moldes do INTO, o Instituto Nacional de Traumato Ortopedia.
Portanto ainda acredito que o SUS seja viável mas principalmente que seja um sistema em que o cidadão pagador de seus impostos sinta-se amparado de fato de alguma forma.