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sábado, 7 de maio de 2011

O SUS QUE QUEREMOS

O Sistema Único de Saúde do ponto de vista teórico é uma maravilha como uma sociedade igualitária dos sonhos dos pensadores socialistas. O primeiro grande obstáculo é exatamente por não vivermos nesta sonhada sociedade socialista.
Apesar do evidente sub financiamento do sistema, o segundo maior obstáculo do SUS é o desvio desavergonhado de seus minguados recursos pelos políticos inescrúpulosos de nosso País.
Num esforço para a defesa do descentralismo pragmático do SUS um renomado sanitarista potiguar me explanou que é mais difícil os lobistas atuarem em todos os tentáculos finais do sistema ou seja os municípios ao invés de atuaren no poder central do executivo, o MS.No meu entender a centralização também permite o controle único e a possibilidade de ação imediata desde que logicamente esse poder central tenha interesse no efetivo controle.
É sabido e notório o que de fato funcionava da Saúde no passado em nosso país. A fundação sespe, a Sucam entre outros.
Que me desculpe os sanitaristas ferrenhos defensores do modelo atual, eu defendo que o Governo Federal volte a ter uma atuação centralizada e vejo como factível uma Rede Federal de Atendimento ao Politraumatizado. O que viria a desafogar Estados e Municípios para atuarem no atendimento eletivo e principalmente o Básico.
Tal conduta se justifica pelo elevado índice da violência no transito transformando-se numa verdadeira epidemia de impacto social profundo.
Tal Rede poderia ser a extensão do vitorioso projeto do SAMU e a socialização para todo país do que já existe no Rio de Janeiro nos moldes do INTO, o Instituto Nacional de Traumato Ortopedia.
Portanto ainda acredito que o SUS seja viável mas principalmente que seja um sistema em que o cidadão pagador de seus impostos sinta-se amparado de fato de alguma forma.

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